Para intensificar as ações do município no combate à dengue e ao Aedes aegypti, a equipe da Secretaria de Saúde (Sesa) e o prefeito, Marcelo Caumo reuniram-se na manhã desta terça-feira, 26, com os agentes comunitários de saúde. O objetivo era reforçar as orientações sobre a importância da atuação dos agentes no combate ao mosquito em residências.
Cerca de 100 pessoas, entre agentes e equipes de saúde, participaram do encontro. A equipe da Sesa, por meio das Vigilâncias Epidemiológica e Ambiental do município, preparou uma apresentação com dados e informações sobre o combate ao mosquito e orientações sobre a doença.
O prefeito Marcelo Caumo iniciou a reunião reforçando a importância dos agentes na atuação contra o mosquito e como intermediários no contato com a população.
– Todas as nossas atividades são para combater a dengue no curto, médio e longo prazo, e precisamos estar reforçando essas ações a todo momento. Já estamos com ações em escolas, com o Meio Ambiente, com a Saúde e precisamos atingir o maior número de residências possíveis. E, toda vez que chove, precisamos refazer as ações novamente. É um trabalho colaborativo – reforça o prefeito.
O secretário de Saúde, Cláudio André Klein, esclareceu as principais dúvidas referentes ao mosquito transmissor, como a origem, principais características e sintomas da dengue. Klein destacou que o surto de casos não é apenas em Lajeado. No país, o número de casos duplicou entre março e abril.
– Atualmente, existem quatro variantes da dengue, mas no Rio Grande do Sul está circulando apenas a D1. Para diminuir as chances de outras variantes se desenvolverem e circularem pelo município, é preciso erradicar o vetor (Aedes Aegypti), principalmente, na eliminação de larvas – explica o secretário.
Dados sobre a dengue
Até segunda-feira, 25/04, o município de Lajeado registrava 1.668 casos positivos de dengue. A partir da próxima semana, a equipe da Vigilância Epidemiológica e Ambiental vai disponibilizar um mapa de calor mostrando onde foram notificados os casos de dengue, com base nos dados da semana anterior.
Conforme a coordenadora da Vigilância Ambiental do município, Catiana Lanius, esses dados são importantes para os agentes reforçarem a atuação nos bairros que apresentarem mais casos. Na última semana, o mapa de calor apontava para os bairros São Cristóvão, Santo André e Jardim do Cedro como os de maior incidência.
Nos primeiros três meses deste ano, a equipe de Vigilância Ambiental realizou um levantamento sobre quais são os principais criadouros do Aedes aegypti. A pesquisa apontou que 24% das larvas são encontradas em vasos e/ou pratos de plantas, 15,5% em bromélias, 10,5% em baldes e 7% em ralos.
– Os agentes de saúde podem orientar os moradores sobre esses possíveis criadouros e auxiliá-los a eliminar os possíveis focos. A limpeza nos pátios precisa ser constante, pois o Aedes aegypti deposita os ovos na parede da superfície, próximo a água. E ele só vai eclodir se tiver contato com a água. Porém, esse ovo pode estar viável e contaminado até 1 ano e meio depois de ser depositado – esclarece a coordenadora Catiana.
Os agentes foram orientados a rear as informações à comunidade e ajudar os moradores a encontrar criadouros em suas casas.
Na próxima semana, está previsto o início de uma ação coordenada nas escolas do município para orientar e informar a comunidade escolar e as famílias sobre os cuidados necessários com o mosquito, o combate aos criadouros e a necessidade de manter a atenção mesmo durante o inverno.
Palestras sobre a dengue sob demanda
A Secretaria do Meio Ambiente, Saneamento e Sustentabilidade está promovendo palestras gratuitas sobre a dengue com informações sobre a transmissão, controle e a doença.
Interessados podem agendar diretamente com o Centro de Educação Ambiental pelo telefone (51) 3982-1099.
Textos e fotos: Laura Mallmann